terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O incrível planeta onde chovem pedras





ESO
O incrível planeta onde chovem pedras
Ilustração do Corot-7b: altíssimas temperaturas vaporizam rochas que, ao se condensar na atmosfera, chovem de volta no planeta

Descoberto em fevereiro pelo telescópio espacial COROT, das agências espaciais francesa e européia, o planeta é menos de duas vezes maior que a Terra e possui cinco vezes a sua massa.

A estrela ao redor da qual ele orbita está a apenas 2.574.950 de quilômetros de distância – para se ter uma ideia, entre Mercúrio e o Sol há pelo menos 23 vezes mais espaço. A proximidade faz com que o planeta esteja gravitacionalmente “trancado” a ela. Assim, da mesma forma que apenas um lado da Lua sempre está sempre virado para a Terra, apenas uma face do planeta é voltada para a estrela.

Neste hemisfério, onde as temperaturas passam dos 2000º C, o calor é tão insuportável que é capaz de vaporizar até mesmo rochas. O lado em sombra permanente é exatamente o oposto, com congelantes


ESO
O incrível planeta onde chovem pedras
Ilustração do Corot-7b: altíssimas temperaturas vaporizam rochas que, ao se condensar na atmosfera, chovem de volta no planeta



A partir daí, pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis criaram uma série de modelos para compreender a atmosfera do planeta. De acordo com suas previsões, ela deve ser constituída de sódio, potássio, monóxido de silício e oxigênio (atômico ou molecular), além de pequenas quantidades de magnésio, alumínio, cálcio, e ferro.

O oxigênio está presente porque é um dos elementos mais abundantes nas rochas – que, ao serem vaporizadas pelo calor, o liberam na atmosfera.



Saturada de vapores provenientes das rochas, a atmosfera do estranho planeta fica repleta de nuvens. No entanto, ao invés de gotejar água, como acontece na Terra com nuvens saturadas de H2O, ela literalmente começa a chover pedregulhos.

O tipo de rocha condensada depende da altitude que se está. Os elementos sódio e potássio, que possuem pontos de fervura muito baixos em comparação ás rochas, não chovem e ficam na atmosfera, aonde formaram nuvens de gás.

Essas nuvens podem ser vistas aqui da Terra, com a ajuda de telescópios especiais.

O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal.