terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O novo anel de Saturno

Ciência

O novo anel de Saturno




NASA/JPL-Caltech/Keck
Descoberto novo anel de Saturno
Interpretação de artista
mostra o tamanho
do novo anel

Estrela anã branca fará supernova rara





Francesco Mereghetti com imagem de fundo NASA, ESA e T.M. Brown (STScI)
Estrela anã branca fará supernova rara
Ilustração da anã branca e sua estrela companheira HD49798.


Encontrada estrela anã branca que, orbitando ao redor de sua companheira, poderá explodir em alguns milhões de anos. A descoberta foi feita com o XMM-Newton, telescópio de raio-X da Agência Espacial Européia (ESA), que orbita ao redor da Terra. Devido às características únicas da estrela, acredita-se que ela deverá gerar um raro tipo de supernova em relativamente pouco tempo – considerando-se
As supernovas são fenômenos estudados, entre outras coisas, para medir distâncias no universo e compreender melhor sua formação. Desde 1997, astrônomos estão buscando o misterioso objeto que liberava raios-X perto da estrela HD 49798, a mais de dois mil anos-luz de distância. Graças ao XMN, os pesquisadores encontraram a anã branca - o centro já morto do que, certa vez, já foi uma estrela “normal”.

No entanto, a massa da descoberta chama a atenção: ela é mais de duas vezes o esperado. Enquanto a maioria das anãs brancas possui 0,6 de massa do Sol em um corpo do tamanho da Terra, essa contém 1,3 de massa solar, com metade do diâmetro do nosso planeta. Ela também possui rotação de 13 segundos, a mais rápida já vista em uma anã branca.

Provavelmente, a estranha descoberta conseguiu sua massa ao roubar gases da estrela companheira, o que a fez atingir um limite perigoso que culminará em sua explosão dentro de alguns milhões de anos. Será um espetáculo tão brilhante que poderemos observá-lo da Terra, durante o dia, e a olho nu.

Ventos solares afetam a Terra





JAXA/NASA
Ventos solares afetam a Terra


Na fase de calmaria do ciclo do Sol, quando suas manchas praticamente desaparecem, a Terra deixa de ser atingida por grandes fluxos de energia...

Quer dizer, era nisso que cientistas acreditavam até descobrirem que ventos solares que carregam grandes quantidades de radiação continuam agindo quando as manchas praticamente desaparecem – e explicam porque o planeta foi bombardeado durantes períodos considerados calmos do astro.



As manchas solares são áreas de campos magnéticos concentrados, e aparecem como borrões escuros nas imagens feitas da superfície do Sol. Por séculos, elas forma usadas para determinar o ciclo aproximado de 11 anos do astro que, em seu máximo, fica repleto de pontos escuros.

Quando está no auge, o ciclo solar causa tempestades geomagnéticas que geralmente atingem a Terra, afetando satélites e perturbando as redes de comunicação.


Ano passado deveria ter sido um período de mínimas radiações chegando até nós, uma vez que o Sol se encontrava no estágio mais calmo de seu ciclo. No entanto, quando uma equipe do Observatório High Altitude, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) da Universidade de Michigan, analisou dados de 2008, obteve uma surpresa.

Apesar desta fase mínima do ciclo solar ter menos manchas que a dos últimos 75 anos, o efeito do Sol era mais de três vezes maior que o medido no último período do tipo, em 1996.

Para tentar explicar o mistério, a equipe no NCAR se focou em outro processo pelo qual o Sol libera energia: os fluxos de alta velocidade presentes nos ventos solares. Os cientistas acreditavam que esses fluxos desapareciam conforme o ciclo solar chegava a seu ponto mínimo, mas quando compararam dados de 2008 e 1996 descobriram que a terra em 2008 continuava sofrendo com eles.

Agora, a equipe, que também conta com integrantes da NASA, pretende pesquisar mais para entender o impacto desses fluxos na Terra.

O estudo foi publicado no Journal of Geophysical Research.

Planeta suicida orbita a mil anos-luz

Ciência

Planeta suicida orbita a mil anos-luz


ESA/C. Carreau
Planeta suicida orbita a mil anos-luz
Simulação do planeta
Wasp-18b e sua órbita fatal


Um planeta gigante, como milhares de vezes a massa da Terra, orbita em espiral em direção à morte certa.

A mil anos-luz de distância, o Wasp-18b, como foi batizado, parece possuir uma órbita em espiral, que o faz chegar gradativamente mais perto de sua estrela. Ele possui uma massa dez vezes maior que a de Júpiter que, por sua vez, é 318 vezes mais pesado que a Terra.



Isso significa que o planeta suicida tem massa de 18.996.048 X 10^25 quilos, ou seja: o número 18.996.048 seguido por vinte e cinco “zeros”.

Pesquisadores da Universidade St. Andrews, do Reino Unido, reportaram a descoberta na revista Nature. Agora, eles estão calculando a taxa de interação das órbitas para descobrir exatamente quanto tempo o Wasp-18b ainda tem de vida.

Á medida em que se aproximar da estrela, os astrônomos acreditam que ele irá adquirir uma forma alongada, afinando até o momento que se desintegrará por completo. O fenômeno ocorre por que a estrela, que possui cerca de um bilhão de anos, está tentando acelerar sua velocidade de giro e, à medida que faz isso, o Wasp-18b chega cada vez mais perto.


Este fenômeno nunca foi observado antes por pesquisadores e, infelizmente, caso se confirme que o planeta orbita mesmo em espiral rumo à estrela, nenhum de nós poderá presenciá-lo. Isso porque, na melhor das previsões, o fim deve levar mais 500 mil anos para ocorrer – mas pode chegar a meio bilhão de anos, dependendo da atração exercida pela estrela.

The planet that shouldn´t exist from University of St Andrews on Vimeo.

O incrível planeta onde chovem pedras





ESO
O incrível planeta onde chovem pedras
Ilustração do Corot-7b: altíssimas temperaturas vaporizam rochas que, ao se condensar na atmosfera, chovem de volta no planeta

Descoberto em fevereiro pelo telescópio espacial COROT, das agências espaciais francesa e européia, o planeta é menos de duas vezes maior que a Terra e possui cinco vezes a sua massa.

A estrela ao redor da qual ele orbita está a apenas 2.574.950 de quilômetros de distância – para se ter uma ideia, entre Mercúrio e o Sol há pelo menos 23 vezes mais espaço. A proximidade faz com que o planeta esteja gravitacionalmente “trancado” a ela. Assim, da mesma forma que apenas um lado da Lua sempre está sempre virado para a Terra, apenas uma face do planeta é voltada para a estrela.

Neste hemisfério, onde as temperaturas passam dos 2000º C, o calor é tão insuportável que é capaz de vaporizar até mesmo rochas. O lado em sombra permanente é exatamente o oposto, com congelantes


ESO
O incrível planeta onde chovem pedras
Ilustração do Corot-7b: altíssimas temperaturas vaporizam rochas que, ao se condensar na atmosfera, chovem de volta no planeta



A partir daí, pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis criaram uma série de modelos para compreender a atmosfera do planeta. De acordo com suas previsões, ela deve ser constituída de sódio, potássio, monóxido de silício e oxigênio (atômico ou molecular), além de pequenas quantidades de magnésio, alumínio, cálcio, e ferro.

O oxigênio está presente porque é um dos elementos mais abundantes nas rochas – que, ao serem vaporizadas pelo calor, o liberam na atmosfera.



Saturada de vapores provenientes das rochas, a atmosfera do estranho planeta fica repleta de nuvens. No entanto, ao invés de gotejar água, como acontece na Terra com nuvens saturadas de H2O, ela literalmente começa a chover pedregulhos.

O tipo de rocha condensada depende da altitude que se está. Os elementos sódio e potássio, que possuem pontos de fervura muito baixos em comparação ás rochas, não chovem e ficam na atmosfera, aonde formaram nuvens de gás.

Essas nuvens podem ser vistas aqui da Terra, com a ajuda de telescópios especiais.

O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal.

Telescópio flagra Cruzeiro do Sul




ESA and the SPIRE & PACS consortia
Telescópio flagra Cruzeiro do Sul



O telescópio espacial Herschel, da Agência Espacial Européia, fez imagens de nuvens de gás na Via Láctea com atividade intensa e inesperada.

No dia 3 de setembro, ele voltou suas lentes para uma região de gás frio na constelação do Cruzeiro do Sul, a 60º do centro galáctico.

O que impressionou os astrônomos foi o fato de uma área escura e fria estar fervilhando de atividade. A imagem revela que o material estelar está condensando em filamentos interconectados, que brilham graças à luz emitida por estrelas em diversos estágios de desenvolvimento.

Regiões como esta são difíceis de serem observadas, mas os instrumentos infravermelhos permitem imagens impossíveis de serem feitas do solo. Os cinco comprimentos de onda originais utilizados na captação foram coloridos para que cientistas diferenciassem melhor o material extremamente frio (vermelho) de coisas levemente mais quentes (azuis).

Hubble flagra borboleta espacial


Hubble, de volta, flagra borboleta espacial





Hubble, de volta, flagra borboleta espacialNASA, ESA, and the Hubble SM4 ERO Team

Nebulosa NGC 6302,
conhecida como Borboleta,
é capturada pela
nova câmera
do telescópio Hubble


A NASA anunciou hoje que o telescópio Hubble, com 19 anos de idade, está de volta à ativa. Com sua nova câmera, a Wide Field Camera 3 (WFC3), o Hubble é capaz de encontrar galáxias, aglomerados de estrelas e outros objetos em espectros eletromagnéticos que variam do ultravioleta até quase infra

Astronautas da NASA instalaram os novos instrumentos em maio de 2009, deixando o telescópio pronto para uma nova fase de buscas espaciais. Além de uma nova câmera, eles também repararam equipamentos antigos - tudo para o Hubble poder explorar outras regiões e, quem sabe, concretizar um dos planos mais ambiciosos dos astrônomos: fazer um retrato mais aprofundado do universo em infravermelho, que poderia mostrar galáxias de até 500 milhões de anos jamais vistas.

Enquanto isso não acontece, o telescópio registra outras cenas espetaculares, como a da nebulosa NGC 6302, conhecida como Borboleta.



Apesar da bela aparência, a imagem retrata a morte de uma estrela que, um dia, já teve mais de cinco vezes a massa do Sol. As “asas” são, na verdade, gases aquecidos a quase 2 mil graus Celsius.

A NGC 6302 está na Via Láctea a cerca de 3.800 anos-luz de distância, na constelação de Escorpião, e é tão grande se estende por mais de dois anos-luz. Sua estrela central não pode ser vista, pois está escondida pela poeira, que aparece como uma faixa escura que “prende” a nebulosa no meio.

A imagem foi feita dia 27 de julho com luz visível e ultravioleta. Filtros que isolam as emissões vindas do oxigênio, hélio, hidrogênio, nitrogênio e enxofre foram utilizados na composição da imagem.

Se você gostou da Nebulosa Borboleta, acesse a página do Hubble para conferir outras imagens impressionantes.